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terça-feira, 22 de março de 2011

Assistência de Enfermagem ao Paciente em Ventilação Mecânica Invasiva.


VENTILAÇÃO MECÂNICA.

É uma metodologia de substituição funcional, quando o indivíduo necessita do auxílio de um dispositivo externo para que ocorra a renovação de ar alveolar. O ventilador externo é denominado de VENTILADOR PULMONAR, que é definido como um dispositivo automático conectado às vias aéreas com o objetivo de aumentar ou prover a ventilação do paciente.


CUIDADOS DE ENFERMAGEM: vigilância constante

AVALIAÇÃO

Nível de consciência

Coloração da pele

Grau de distensão de veias das regiões cervical e supraclaviculares

PADRÃO RESPIRATÓRIO

Observar o padrão

respiratório do paciente

Expansão e deformidades na parede torácica

Observar e controlar a dor torácica

Monitorizar as trocas gasosas

Batimentos de asa de nariz

TROCAS GASOSAS

CAPNÓGRAFO

· PetCO2 de 35 a 45 mmHg

· Equipamento utilizado para captar a saída do gás carbônico (CO2) que ocorre a cada expiração do ar de nossos pulmões. É utilizada como parâmetro indicativo de acidose respiratória e como ferramenta no auxílio ao desmame do respirador.

OXÍMETRO DE PULSO

É um método não invasivo para monitorização contínua da saturação de oxigênio pela hemoglobina. A oximetria dentro dos valores normais indica boa troca gasosa pulmonar desde que a FiO2 esteja entre 20 a 40%.

Valores de saturação normais não excluem ventilação mecânica. Independente da idade, ou suplementação de O2, valores abaixo de 90% indicam sério comprometimento na troca e oxigenação a nível pulmonar.

DESOBSTRUÇÃO DAS VIAS AÉREAS

É conseguida através de aspiração de secreções, que consiste na eliminação das mucosidades respiratórias retidas, por meio de um sistema de sucção (rede de vácuo). Por meio da eliminação das secreções produzidas consegue-se manter a permeabilidade das vias respiratórias para favorecer o intercâmbio gasoso pulmonar e evitar pneumonias causadas pela acumulação de mucosidade

DECÚBITO ELEVADO

A elevação do decúbito favorece a contração diafragmática o qual desce ao contrair.


UMIDIFICAÇÃO E AQUECIMENTO DO GÁS INALADO

Gás seco é altamente prejudicial para as vias aéreas;

A adequação do nível da água no umidificador é necessária para não ocorrer ressecamento ou hiperhidratação das secreções;

A água dos umidificadores deverá ser trocada diariamente, e sempre que for preciso para manter o nível adequado;

O nível da água não deve ser complementado, e sim completamente substituído;

Datar a troca;

A água dos ventiladores pode tornar-se um meio de cultura para microrganismos resistentes;

Utilizar água destilada estéril.

Deve-se estar atento à temperatura de aquecedores;

A temperatura do vapor úmido, ao chegar à cânula, deve ser em torno de 30-32ºC.

CONDENSADO DO CIRCUITO RESPIRATÓRIO

Periodicamente drene e descarte qualquer condensado presente no circuito do ventilador mecânico, não permitindo que o condensado drene em direção ao paciente ;

Use luvas para realizar o procedimento citado acima e/ou quando manipular este fluido ;

Descontamine as mãos com água e sabão ou realize fricção com álcool após manuseio com condensado.

CIRCUITO DO VENTILADOR

Não troque rotineiramente baseado na duração de uso.

Troque o circuito quando estiver visivelmente sujo ou com ma funcionamento mecânico

FIXAÇÃO DO TUBO OROTRAQUEAL (TOT)

A fixação do TOT deve ser preferencialmente centralizada, pois, diminui o risco de erosão da comissura labial;

A troca da posição do TOT deve ser feita, no mínimo, a cada 12 horas, evitando-se, assim, lesões em língua e lábios;

Marcar a altura do TOT;

Evitar tracionamento do TOT.


CÂNULAS DE TRAQUEOSTOMIA

Trocar o curativo e o cadarço toda vez que limpar a área ao redor com água e sabão (diariamente);

Colocar uma gaze ao redor do estoma, entre a cânula e a pele do paciente, para proteção da pele;

Evite a entrada de água na traqueostomia (banho, higiene);

Observar o estoma periodicamente.

CONTROLE DA PRESSÃO DO BALONETE

Um dos mais importantes riscos da intubação traqueal prolongada é a lesão da laringe e da traquéia. O balonete insuflado pode acarretar necrose da mesma ou ainda fístula traqueoesofágica.

Testar o balão antes da intubação;

O balonete do tubo endotraqueal deve permanecer inflado a fim de evitar vazamento de gás e aspiração de secreções da orofaringe para dentro dos pulmões.

Insuflar o balonete com volume de ar suficiente;

Tem como função vedar as vias aéreas (VVAA)

A insuflação do cuff deve ser verificada, no mínimo, a

cada 12 horas.

Manter e conferir a pressão no interior do balonete, que deve ser inferior a 25 mmHg (18 a 22 mmHg).

FILTRO/UMIDIFICADOR

Funciona através da retenção da umidade contida no ar expirado, transferindo esta umidade para o ar inspirado. Tem a capacidade adicional de filtrar o ar inspirado, impedindo a passagem de bactérias. São práticos, de pequeno volume, não necessitando uso de água. São os mais usados atualmente.


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